A Temida Hora de Falar com os Pais dos Alunos

July 12, 2019

O papel da família na vida escolar dos filhos é muito importante, pode trazer ótimos resultados e facilitar o aprendizado, como também pode tornar a experiência escolar difícil e penosa para os filhos. É necessário encontrar um equilíbrio entre cobrança e expectativas e, para isso, é necessário que haja um canal de comunicação claro entre professor/escola e pais para que as expectativas sejam alinhadas, possibilitando um real acompanhamento do progresso do aluno e também um direcionamento na hora de praticar com os filhos aquilo que está sendo trabalhado em sala de aula. Muitas vezes, vemos um considerável número de professores que não só não gostam de ter que falar com os pais de alunos como também não estão preparados para ensiná-los a auxiliar no processo de aprendizado dos filhos.

 É necessário um melhor preparo profissional para sanar esses problemas, abaixo seguem algumas sugestões:

Para nós professores:

  • Nossa responsabilidade não se limita aos minutos despendidos em sala de aula, o contato com as famílias também faz parte do nosso trabalho e tem grande peso nos resultados de nossos alunos.

  • Sabendo da dificuldade de algumas famílias em guiar os filhos pelo processo de aprendizado de uma segunda língua, torna-se necessário que tenhamos o conhecimento e engajamento para orientá-los sobre como proceder durante esse processo, alinhando as expectativas, mantendo um canal de comunicação claro e sincero e ressaltando a necessidade de demonstrarem interesse genuíno no que os filhos estão aprendendo para assim incentivá-los e motivá-los ao invés de meramente cobrar resultados. Precisamos mostrar aos pais como acompanhar as tarefas de casa, indicar que incentivem os filhos a procurar a ajuda do professor caso tenham alguma duvida em casa, explicar aos pais que muitas vezes existirão erros nas redações que não foram marcados por nós professores de propósito pois ainda não é o momento de entrar em certos tópicos da gramática com alunos de certos níveis e idades ainda mais correndo o risco de desmotiva-los por algo que não sabem ainda, sugerir que acompanhem o conteúdo que está sendo trabalhado em sala de aula para que quando forem tentar conversar com os filhos nesse idioma possam usar um vocabulário condizente com aquilo que foi trabalhado pelo professor, dentre outras. É importante ressaltar que esse trabalho leva tempo e paciência, temos que dar à cada família a atenção devida.

  • Além de planejarmos nossas aulas levando em consideração as possíveis disparidades dentro dos grupos que temos em nossas escolas é necessário também individualizar o contato e atendimento com os pais para oferecer a eles informações relevantes e que vão ao encontro das necessidades especificas de cada família, assim como fazemos com a língua em nossas salas de aula. Cada família é única e precisa de um atendimento diferenciado. É importante saber ajustar o nosso diálogo de acordo com a realidade daquele com quem estamos conversando.

  • O tempo gasto em reuniões com pais – ou telefonemas aos pais de alunos – é sim um tempo precioso se usado da forma correta. Toda escola quer rematrículas ao final do semestre ou ano letivo, porém o contato para feedback com as famílias deve ir muito além disso e de resultados numéricos, deve ter por objetivo mostrar aos pais o progresso real de seus filhos e lhes dar alternativas para ajuda-los a ir além, trazendo sugestões, ouvindo com atenção as dúvidas ou impressões que os pais possam ter, conseguindo assim melhorar o nível dos alunos, trazer aos pais e aos alunos a segurança e atenção que precisam e por consequência fideliza-los à escola.

  • Cada aluno é único, portanto o desempenho de um aluno não pode ser comparado ao de outro apenas por terem feito o mesmo número de semestres na mesma escola. Pais com mais de um filho matriculado geralmente tendem a fazer essa comparação, o que atrapalha não só aquele que vem apresentando mais dificuldade ou um desenvolvimento mais lento mas também aquele que tem mais facilidade com a língua, por ser motivo de comparação em casa, o que as vezes leva a um aluno antes muito bom se tornar mais calado em sala de aula para não ofuscar um irmão como o outro não quer se expor na frente deste. Apenas atenção na sala de aula para perceber esses acontecimentos não basta, é necessário poder levar isso à atenção dos pais e orientá-los de forma que possam entender que a curva de aprendizado de cada pessoa é única e isso não necessariamente depende do quão dedicado o aluno é. É importante trazer aos pais sugestões de como ajudar no desenvolvimento linguístico do filho com interesse e motivação, não cobrança.

Sugestões que podem ser dadas aos pais:

  • Mostrar interesse no que o aluno está aprendendo é muito positivo e ajuda a trazer melhores resultados.

  • Incentivar o aluno nos momentos de dificuldade e saber apreciar as pequenas conquistas ao longo do caminho do aprendizado é muito importante.

  • Se disser algo em inglês e seu filho não entender tente falar de outra forma, faça gestos, se faça entender. Ajude-o a sentir que está começando a conseguir se comunicar em inglês mesmo que não tenha entendido logo de cara. Afinal, todos já tivemos dificuldades em algum momento.

  • Fazer dever de casa é imprescindível para memorizar o conteúdo, participe disso ativamente ao invés de simplesmente perguntar “você já fez o homework?”.

  • Se tem dúvidas quanto ao desempenho do seu filho converse com seu professor.

  • Para crianças e pré-adolescentes: incentive a gostar da língua com brincadeiras, filmes, música, desenhos. Peça que te mostre o que está aprendendo, deixe-o fazer o papel do professor e te ensinar o que viu na aula.

Acreditando em um futuro em que professor e educador sejam sinônimos, espero que cada vez mais instituições de ensino se preocupem com o desenvolvimento humano de seus profissionais e os preparem melhor para lidar com questões que vão além das matérias que lecionam, proporcionando uma maior qualidade de ensino a nossas crianças e ajudando a melhor preparar os nossos alunos para o tão concorrido mercado que os espera.

 

 

 

 

 

Vanessa é professora de inglês, trabalhou em diversas instituições da região (Cultura Inglesa, Centro Britânico, dentre outros) com grupos de todas as idades e níveis de proficiência, com especial atenção para alunos com dificuldades de aprendizado. Tendo participado de vários cursos relacionados ao ensino de idiomas e com o certificado de proficiência na língua inglesa ECPE, ministrou palestras em São José dos Campos sobre a importância do idioma em diversas escolas particulares com workshops preparatórios para provas de vestibular. Com o objetivo maior de ajudar pessoas, sempre sonhou em cursar medicina, mas abriu mão dessa jornada para com muita alegria se dedicar à educação.

 

Trivia: gosto tanto de cantar que no meu casamento cantei “simple man” com uma banda de rock pros convidados" 

 

 

 

 

 

 

 

 

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